Apoio a vítimas de violência doméstica exige rede "altamente profissional".

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género pede investimento nos recursos humanos da Rede Especialista em Intervenção com Vítimas de Violência Doméstica.

No dia em que ao Rede de Aveiro debate desafios da atualidade na proteção de vítimas de Violência Doméstica, foram escutados apelos ao investimento nesta área.

Manuel Albano, vice-presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, realça a o grau de complexidade do tema, as diferentes facetas e áreas do conhecimento e a articulação necessária que obrigam ao investimento.

Mesmo com reconhecimento ao voluntarismo, o vice da CIG afirma que este é um domínio que exige respostas altamente qualificadas (com áudio)

O III seminário “Proteção de Vítimas de Violência Doméstica – Novos Desafios” decorre ao longo do dia no auditório do Edifício Atlas.

A proteção de vítimas, as boas práticas de intervenção e as especificidades do acolhimento são temas em destaque.

A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto não esteve em Aveiro mas deixou mensagem online.

Margarida Balseiro Lopes agradeceu o esforço das equipas e salientou os esforços para melhorar a articulação no trabalho em rede (com áudio)

Profissionais da segurança social, do Centro de Emprego e Formação Profissional, do apoio a migrantes e da Saúde Pública dão testemunho sobre a sua área de intervenção.

Durante a tarde participam responsáveis por casas abrigo e IPSS e especialistas da área da psicologia.

Entrevistado pela Terra Nova, Manuel Albano falou de uma realidade que obriga a respostas atempadas.

Lembra que as soluções de futuro devem garantir às vítimas, tendencialmente, condições para permanecer nos territórios de origem.

A deslocalização é, em si, uma ação que fragiliza as vítimas.

Manuel Albano defende que as denúncias se têm mantido em padrões constantes nos últimos três anos (com áudio)

Os Municípios continuam a trabalhar o tema.

Oliveira do Bairro cumpriu em janeiro três sessões de sensibilização sobre violência doméstica, dirigidas a técnicos da área social e a beneficiários de respostas de apoio social do concelho, no âmbito do projeto municipal “Uma Casa para (Onde) Mudar”.

As ações foram dinamizadas pela Estrutura Dar Voz, da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa, e tiveram como objetivo reforçar a prevenção, a deteção e a intervenção em situações de violência doméstica, bem como promover a igualdade de género e o conhecimento dos recursos de apoio existentes.